domingo, 30 de janeiro de 2011

Engenho de Nós

Quero um dia ter asas,
Não só pra voar, mas pra lembrar de lá de baixo
Quero me desesperar em prazeres não sentidos
Explorar meus acasos descansados
Achando graça dos meus passos

Quero fazer ruínas do que foi ruim
E perceber, ainda assim, o que foi bom
Buscar na imensidão a beleza que guardo
Na memória, pois satisfaz a alma,
Preenche a falta de recheio de antes

Quero agora aprender mais!
Verdades forçadas, nunca mais!
Prefiro conflitos e dúvidas constantes,
Imploro muito mais pelos seus defeitos honestos e entendidos
Do que pelos seus acertados apesares corrompidos

Verei, agora ou bem mais tarde, o seu valor
Olharei com carinho para nossa história
Para as nossas brigas, para nossas raízes
Não sou o que você insiste querer fazer de mim
Mas é isso que faz de você ser parte de mim

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Hoje em Dia




Ó meu Deus, se é que é meu

Trouxe-me ela, linda, decidida

Suas certezas conversam com as minhas

Sopros que trocamos sem dó

Pra lá vão os tumultos desses miúdos

Aliás, estes, se apresentam em meu português

Tão castigado por outros, mas sempre

Vigiado pelo trato de meu amor

Vozes apostam nessa nova década

Que já antes sorria pra mim

Docilmente geniosa, conquista

Minha rebeldia cheia de razões

De mansinho perfuma meus sonhos com seus planos

Que talvez nem seus sejam

Me desconserta e contesta

Onde jurava caminhar firme

Vacilante sensação que tenho vê você já pronta,

Nascida assim

Lapidada pela própria mãe natureza

Um presente para todos que hoje estão

E para outros que já se foram

Mas que agora estão nascendo de novo

Alma boa que hoje me guia se preocupa

Com o ambiente e sua harmonia

Uma vida é pouco para contemplar

Tamanho jardim de flores

O aroma que transmite sua ingênua sabedoria

Faz-me esquecer da minha

Suas alegrias serão arranjos preguiçosos

De um fim de dia